Lisboa
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Os alunos da Escola Básica do Castelo e da Escola Básica Professor Salvado Sampaio e as crianças da Educação pré-escolar da sala azul da Escola Básica Jardim Infância Engenheiro Ressano Garcia participaram na atividade "Encontro com o cientista" com a neurocientista Diana Prata do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa. A investigadora questionou as crianças sobre o que distingue o cérebro humano dos outros animais. O seu tamanho e as rugas que apresenta. Quanto mais rugas mais neurónios tem e mais inteligente é.
Os neurónios interpretam os sinais dos 5 sentidos. Os neurónios são as células do cérebro responsáveis por todas ações e pensamentos do ser humano.
No nosso cérebro temos uma parte igual ao cérebro de um reptil porque nos movemos e sentimos fome tal como eles, mas também temos uma parte igual ao cérebro de um golfinho porque comunicamos.
Falou do que o cérebro produz, a inteligência, os sonhos, a criatividade e a memória.
O cérebro é responsável por todas as ações humanas: motricidade, ler, ouvir, sentir. As emoções não vêm do coração, surgem no cérebro, no hipocampo.
As diferentes áreas do cérebro humano são responsáveis pelas ações do ser humano, o Occipital é responsável pela visão. A zona de Berna pelo discurso, fala e pelo sono.
A investigadora explicou como os cientistas sabem quando alguém mente ou está a fazer uma operação matemática mais complexa, através da dilatação da pupila que aumenta nesses casos, mas também pela análise da zona do cérebro que produz mais energia aquando da realização das referidas ações.
Para que o cérebro tenha energia é fundamental alimentarmo-nos. O cérebro gera mais eletricidade por dia do que todos os telemóveis do mundo. Os neurónios são os neurotransmissores (dopamina e serotonina) que ativam outros neurónios.
O cérebro humano tem 100 bilhões de neurónios e perto de 300 triliões de sinapses. Há mais ligações no cérebro que estrelas no universo.
A cientista lançou o desafio aos alunos para se tornarem cientistas.
Mais precisamente neurocientistas e dedicarem-se a criar soluções para pessoas com problemas nalgumas zonas cérebro.
Os alunos visualizaram um vídeo de uma senhora com um problema na parte do cérebro que controla o movimento dos braços que se submeteu a uma operação de implante de um chip na zona afetada e assim conseguiu controlar braços robóticos e comer chocolate.
Os alunos compreenderam que se parte do cérebro for estimulada, praticando malabarismo, por exemplo durante três meses, essa zona pode aumentar de tamanho.
As crianças da sala 3 da Escola Básica e Jardim de Infância Professor José
Salvado Sampaio e os alunos das Escolas Básicas Teixeira de Pascoais e Pintora
Maluda participaram na atividade "Encontro com o cientista" com a investigadora
Alina Esteves do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da
Universidade de Lisboa.
A investigadora veio falar de Geografia e dos fenómenos físicos e humanos.
Sendo a Geografia a ciência que descreve a Terra, a cientista apresentou diferentes formas de a descrever. Os alunos tiveram oportunidade de ver e analisar diferentes mapas, entre eles:
- mapas políticos dos países, que podem ficar desatualizados devido a alterações políticas;
- mapas representativos do relevo em 2D e 3D;
- mapas orográficos onde se observam as altitudes positivas e as altitudes negativas;
- anamorfose ou mapas deformados de acordo com a dimensão do fenómeno em estudo;
- gráficos termo-pluviómetros que apresentam a quantidade de chuva por mês;
- pirâmides etárias onde se verificam as mudanças populacionais da população portuguesa em 1974 e em 2022, evidenciando-se o crescente envelhecimento da população;- mapas do clima do Mundo com descrição da superfície terrestre;
-mapas das cidades do Mundo, pondo em relevo as Megalópolis - cidades muito grandes e populosas; - mapas dos espaços das cidades;
- mapas das imigrações internacionais (fluxo migratório) indicando a deslocação e o motivo.
Quando o Geógrafo realiza trabalho de campo orienta-se através de bússolas, mapas e GPS que se baseiam em sistemas de meridianos e paralelos. Se recorrermos às coordenadas geográficas dificilmente nos enganamos.
Em suma os estudantes aprenderam como se podem descrever os fenómenos físicos e humanos na superfície terrestre, bem como a caracterização e a compreensão dos padrões de distribuição espacial.