Pavilhão do Conhecimento - Centro de Ciência Viva
5401 Descrição arquivística resultados para Pavilhão do Conhecimento - Centro de Ciência Viva
Os alunos da Escola Básica do Castelo e da Escola Básica Professor Salvado Sampaio e as crianças da Educação pré-escolar da sala azul da Escola Básica Jardim Infância Engenheiro Ressano Garcia participaram na atividade "Encontro com o cientista" com a neurocientista Diana Prata do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa. A investigadora questionou as crianças sobre o que distingue o cérebro humano dos outros animais. O seu tamanho e as rugas que apresenta. Quanto mais rugas mais neurónios tem e mais inteligente é.
Os neurónios interpretam os sinais dos 5 sentidos. Os neurónios são as células do cérebro responsáveis por todas ações e pensamentos do ser humano.
No nosso cérebro temos uma parte igual ao cérebro de um reptil porque nos movemos e sentimos fome tal como eles, mas também temos uma parte igual ao cérebro de um golfinho porque comunicamos.
Falou do que o cérebro produz, a inteligência, os sonhos, a criatividade e a memória.
O cérebro é responsável por todas as ações humanas: motricidade, ler, ouvir, sentir. As emoções não vêm do coração, surgem no cérebro, no hipocampo.
As diferentes áreas do cérebro humano são responsáveis pelas ações do ser humano, o Occipital é responsável pela visão. A zona de Berna pelo discurso, fala e pelo sono.
A investigadora explicou como os cientistas sabem quando alguém mente ou está a fazer uma operação matemática mais complexa, através da dilatação da pupila que aumenta nesses casos, mas também pela análise da zona do cérebro que produz mais energia aquando da realização das referidas ações.
Para que o cérebro tenha energia é fundamental alimentarmo-nos. O cérebro gera mais eletricidade por dia do que todos os telemóveis do mundo. Os neurónios são os neurotransmissores (dopamina e serotonina) que ativam outros neurónios.
O cérebro humano tem 100 bilhões de neurónios e perto de 300 triliões de sinapses. Há mais ligações no cérebro que estrelas no universo.
A cientista lançou o desafio aos alunos para se tornarem cientistas.
Mais precisamente neurocientistas e dedicarem-se a criar soluções para pessoas com problemas nalgumas zonas cérebro.
Os alunos visualizaram um vídeo de uma senhora com um problema na parte do cérebro que controla o movimento dos braços que se submeteu a uma operação de implante de um chip na zona afetada e assim conseguiu controlar braços robóticos e comer chocolate.
Os alunos compreenderam que se parte do cérebro for estimulada, praticando malabarismo, por exemplo durante três meses, essa zona pode aumentar de tamanho.
Os alunos da Escola Básica Sampaio Garrido, os alunos da Escola Básica Maria da Luz de Deus Ramos e as crianças da Escola Básica Jardim de Infância do Lumiar participaram na atividade "Encontro com o cientista" com o geólogo Pedro Ferreira do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).
O cientista veio falar da Antártida e da sua experiência nesse continente.
Apresentou-se como geólogo que estuda as rochas para construir mapas geológicos. Para fazer esse estudo necessita de três objetos: um GPS, uma bússola e um martelo, necessário para partir as rochas e analisar o seu interior.
Com o intuito de estudar as rochas foi para a Antártida - continente que fica no Polo Sul e que é 152 vezes maior que o nosso país. Este continente não pertence a nenhum país, segundo a convenção da Antártida de 1959 e reafirmada em 1991 por mais 41 anos.
Este continente tem condições climáticas extremas, durante 6 meses é sempre dia, nos outros 6 meses é sempre noite. Na Antártida está muito frio, a quantidade de gelo no interior pode atingir a extensão de 4,5 km de largura e no litoral 2,5 km, tem um clima seco e muito ventoso, em média com ventos de 100 km/h e nalgumas regiões do interior atingem os 330 km/h. A temperatura no interior ronda os -57º o e no litoral entre -26º a -3º.
O Cientista afirmou que 70% da água doce do planeta encontra-se na Antártida em forma de gelo, se o aumento da temperatura do planeta continuar o nível da água do mar poderá subir 60 metros.
Este continente existem 70 bases de vários países, e zonas em que apenas alguns cientistas podem aceder, de acordo com o tema da sua investigação.
Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer algumas dessas bases e as suas peculiaridades, como por exemplo: na base Chinesa cultivam-se vegetais como alface, tomate e pepino no sistema de hidroponia e na Chilena existe um hospital e uma igreja. Existem regras apertadas para fazer ciência em segurança: os cientistas não podem fazer o trabalho na natureza sozinhos, todos têm formação em primeiros socorros, as comunicações fazem-se com recurso a walkie talkies, e a roupa que vestem é sempre em camadas e quando saem de barco vestem um fato especial que permite a sobrevivência na água durante 30 minutos até serem resgatados. Em caso de tempestade é proibido sair da base.
A Flora da Antártida é composta por líquens e musgos e a fauna é diversa: pinguins, focas, leões marinhos, skuas, andorinha do Ártico.
O aumento do turismo na região constitui uma ameaça à preservação dos ecossistemas da Antártica, sendo de extrema importância minimizar a presença humana.
Os alunos assistiram um vídeo de orcas a caçar uma foca de uma forma nunca antes vista, com estratégia e planeamento.