Encontro com o cientista
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Os alunos do 3ª ano das Escolas Básicas Luíza Neto Jorge e Professor Agostinho da Silva e as crianças do Jardim de infância Santo Amaro participaram na atividade "Encontro com o cientista" com a bióloga Mariana Ramos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Numa sessão muito dinâmica onde a interação entre investigadora e crianças foi constante, os alunos puderam expressar o que é para eles ser cientista e biólogo. A surpresa foi muita quando a investigadora afirmou que também eles têm características de cientista, pois são curiosos e fazem muitas perguntas sobre o que os rodeia.
A biologia é a ciência que estuda a vida e foram vários os exemplos de seres vivos que podem ser estudados por biólogos enumerados pelos alunos. Nos quais se enquadram os líquenes que são o objeto de estudo da cientista.
Os alunos aprenderam que os líquenes são uma associação de pelo menos dois organismos: uma alga que produz energia e um fungo que protege a alga; não têm raízes e podem encontrar-se nas árvores, telhados, cordas, pedras ou metal; conseguem sobreviver em lugares inóspitos como desertos, montanhas, Antártida, rochas perto do mar ou até nas crateras dos vulcões.
Conseguimos saber a qualidade do ar pela existência de determinadas espécies de líquenes, pois em ambientes muito poluídos alguns líquenes não sobrevivem. Quanto melhor for a qualidade do ar mais espécies de líquenes existem. Mediante a cor e a forma os líquenes podem ser classificados como Crustosos, Fruticolosos e Folhosos. Com base nesta classificação, os alunos puderam, de lupa na mão, observar líquenes em pedras e paus trazidos pela investigadora.
As crianças do Jardim de Infância Alice Vieira e os alunos da Escola Básica Jorge Barradas e da
Escola Básica Pedro de Santarém participaram na atividade "Encontro com o cientista" com
a neurocientista Ana Sebastião do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa.A cientista falou da importância do cérebro, pois é ele que permite estudar, pensar, descobrir coisas novas, sentir emoções e controlar cada piscar, respiração, coração, … Abordou também as áreas que o compõem como: o equilíbrio, a visão, a audição, a lógica, o raciocínio e o processamento de informação sensorial. Estas áreas não se desenvolvem todas ao mesmo tempo, por isso as crianças só estão preparadas para aprender a ler aos 6 anos e a tomada de decisões só se desenvolve muito mais tarde.
Os alunos aprenderam que todos os animais têm cérebro, inclusive os mais simples como a lula ou a minhoca e que o cérebro humano pode pesar até 1,300 kg. É formado por células que se chamam neurónios. O segredo do funcionamento do cérebro está na comunicação entre estas moléculas e é feito através das sinapses (espaços entre 2 neurónios).
Há vários tipos de mensageiros – neurotransmissores: uns fazem os neurónios trabalhar mais ou menos, outros fazem-nos mais ou menos felizes. Ter o equilíbrio certo dos mensageiros é importante porque a falta desta estabilidade pode afetar o sono, o humor, a aprendizagem, a memória e até pode levar a doenças mentais.
As experiências de vida são muito importantes pelas conexões que criam, fazendo com que o cérebro fique diferente.
No final os alunos tiveram oportunidade de ver um cérebro de um ratinho de laboratório e de um carneiro.