O Pavilhão do conhecimento abre portas mais um ano para receber as crianças e comemorar com elas mais um Dia da Criança. Nesse âmbito foram realizadas diversas atividades. No placo do Anfietrato foi levada a cena uma peça de teatro, foi lançado um livro infantil na Biblioteca e decorreram diversas ações que no seu exterior, quer no interior do Pavilhão: bolas de sabão, carrinho da "ciência frequisha, feitura de pipocas, escavações.
As crianças do 3º ano de escolaridade do Externato Champagnat e as crianças do jardim de infância Benfica nº 1 do Agrupamento de Escolas de Benfica participaram na atividade "Encontro com o cientista" com o biólogo e investigador José Matos do INIAV.
O cientista iniciou a sessão a fazer pipocas, que nos deliciámos a comer. Foi explicado às crianças a origem do milho. Foi mostrado às crianças maçarocas de milho. Foi explicado às crianças que existe milho preto, vermelho, castanho e amarelo. Foi possível observar plantas de trigo, umas ainda verdes, outras já secas. As suas sementes são duras e outras moles - as duras servem para fazer massas e as moles para fazer a farinha usada para o pão, bolos, etc. Foi igualmente demonstrado às crianças a planta do arroz…produzem sementes castanhas (arroz integral) e a outras retiraram a casca e ficaram branquinhas… Nos campos de arroz, como os terrenos têm muita água, aparecem muitos lagostins que se alimentam do arroz. Aumentaram de tal forma que se tornaram uma praga. O cientista explicou que o trabalho dos biólogos é muito importante porque permite melhorar a qualidade das sementes, controlar pragas, tornar as sementes mais resistentes aos efeitos das alterações climáticas e contribuir para a sua conservação. Vimos algumas fotografias de sobreiros e aprendemos que é a árvore nacional portuguesa desde 2012. É a mais resistente no nosso território, somos os maiores produtores de cortiça a nível mundial. Foi referido pelo cientista que os gaios são os maiores responsáveis pela dispersão das sementes do sobreiro: enterram as sementes, esquecem-se onde, e por isso não as chegam a comer dali a algum tempo nasce um sobreiro naquele local e ninguém imagina de onde veio aquela semente… Os biólogos também podem estudar animais. Por exemplo, as crianças ficaram a saber que, quando nasce uma cria no Zoomarine, os investigadores são necessários para recolher o seu ADN e descobrirem quem é o pai, já que a mãe pode ter vários parceiros. As crianças conheceram outro animal que injustamente deu origem a muitos mitos, que é o lobo. O cientista explicou que quando estamos perto de um lobo não devemos sorrir e que se mostrarmos-lhes os dentes pode ser interpretado como uma ameaça e despoletar uma reação agressiva. Foi também explicado que não devemos ter objetos perto de nós porque os lobos podem ser induzidos a levarem-nos como troféus a serem exibidos à alcateia.
As crianças do jardim de infância do Parques das Nações e duas turmas de alunos
do 4º ano das Escolas Básicas e jardins de infância de Coruchéus e de Santo António participaram
na atividade "Encontro com o cientista" com a engenheira agrónoma Fernanda Delgado do
Instituto Politécnico de Castelo Branco.
As crianças foram desafiadas a tocar e cheirar muitas plantas diferentes: o eucalipto, a salsa, a hortelã, alfazema, orégãos, gerânio-limão, entre outras. Perceberam que as plantas são os seres vivos mais importantes do planeta e podem ser uma grande ajuda para a nossa saúde. Foi explicado que os vapores de eucalipto ou de tomilho desentopem o nariz. Que a camomila acalma as dores dos dentes a nascer. Que a alfazema faz bem a insónias. O alecrim estimula a memória.A salsa ajuda a regular a insulina.Foi explicado que a classificação de plantas aromáticas se devia àqueles pelinhos das plantas que conseguimos ver à lupa – tricomas – de onde são extraídos óleos essenciais muito importantes para o fabrico de vários produtos: perfumes, rações, cosméticos, detergentes…claro que, para as plantas, o que interessa é que as ajudam na polinização, a repelir predadores e a controlar pragas. Foi explicada a razão de se chamarem ervas aromáticas e não, por exemplo, ervas cheirosas.Porque quem tem cheiro são os animais…as plantas têm AROMAS! Descobrimos que todas as partes constituintes das plantas estão na nossa alimentação: raízes, caules, folhas, sementes e frutos. As plantas também podem ser medicinais ou condimentares, utilizadas em chás, infusões e cataplanas ou para enriquecer o sabor da nossa comida. O ponto alto deste encontro foi o “Jogo dos Aromas”: em equipa as crianças puderam cheirar e identificar vários aromas e ganhar (ou não) pontos.
As crianças do jardim de infância da Escola Básica 1/ Jardim de Infância do Condado e duas turmas da 4.º ano das Escolas Básicas Viscondessa dos Olivais e Paulino Montez participaram na atividade "Encontro com o cientista" com o paleontólogo e geólogo Mário Cachão da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
As crianças foram desafiadas a encontrar fósseis, rochas e minerais, conchas,sementes e cascas.As crianças foram desafiadas usar os cinco sentidos para descobrir as várias características daqueles objetos. As crianças tiveram oportunidade de tocar, pesar, cheirar, ouvir e observar o fenómeno de uma ostra antiga que deixou uma rocha com o seu formato. Foi explicado às crianças que podem ouvir o mar dentro de um búzio vindo de uma praia de águas quentes. Contudo estas foram questionadas se será que era mesmo o mar? Como é que ele entrou para ali?) As crianças conheceram uma rocha que parecia uma zebra ou um código de barras, mas que afinal chama-se Xisto do Ramalhão.
O cientista mostrou nesta sessão o programa “Rocha Amiga”, em que se estudam as rochas e fósseis desde há 120 milhões de anos atrás. Para as crianças melhor perceberem este número, o cientista recorreu a um exercício em que compara 1 bago de arroz com 1 ano, 10 bagos de arroz com 10 anos, 100 bagos de arroz com 100 anos e assim sucessivamente até chegarmos a 120 milhões de anos. Entretanto as crianças puderam ver, tocar e conhecer uma rocha de cada época: Rio Tropical (120 milhões de anos atrás) – arenitos; Laguna Tropical (100 milhões de anos atrás) - calcário margoso; Mar tropical (90 milhões de anos atrás) - calcário; Vulcanismo (80 milhões de anos atrás) – basalto e Baía Tropical (15 milhões de anos atrás) – biocalcarenito.
No fim da sessão com uma folha de papel e um lápis as crianças andaram à procura de fósseis. No Pavilhão do Conhecimento foram colocados fósseis no chão e nas paredes. As crianças procuraram, desenharam e analisaram cada um, com ajuda do cientista. Foi transmitido às crianças a necessidade de preservar o Planeta.
As crianças da educação pré-escolar do jardim de infância do Bairro do Armador e os alunos
do 3.º ano das Escolas Básicas e Jardins de Infância Alice Vieira e Sarah Afonso participaram
na atividade "Encontro com o cientista" com os biólogos Filipe Ribeiro e Diogo Ribeiro do
projeto Life Predator - MARE / ULisboa.
A sessão começou com perguntas simples mas importantes: O que são peixes? E o que é uma
espécie?As crianças descobriram que os peixes vivem na água, respiram com guelras, têm
escamas e barbatanas. Os cientistas explicaram ainda às crianças que uma espécie é um
grupo de peixes com as mesmas características que se reproduzem entre si.
Os cientistas questionaram as crianças se estas sabiam que existem cerca de 30.000 espécies de peixes no mundo.Nesta sessão as crianças ficaram a saber que em Portugal, existem 62 espécies, incluindo algumas muito especiais que só existem cá, como a lampreia, a ruivoca e duas espécies de boga.
Para além disso, os cientistas falaram ainda sobre espécies exóticas e invasoras, como o Silurus glanis — o peixe-gato-europeu, um predador gigante que chegou ao nosso país pelo rio Tejo em 2006.Este pode medir até 2,8 metros e pesar 130 kg. Alimenta-se de quase tudo o que encontra, ameaçando a sobrevivência das espécies nativas.
Filipe Ribeiro e Diogo Ribeiro explicaram que os cientistas trabalham para proteger os rios, ensinando os pescadores profissionais a não devolverem estes peixes à água e desafiaram chefs de cozinha a usarem-nos em receitas saborosas contribuindo para controlar esta ameaça.
A sessão terminou com uma atividade chamada “Encontra o teu par! Invasores à espreita!”, onde as crianças assumiram papéis de biólogos, peixes nativos e invasores. As crianças tinham como opção fugir, procurar ajuda ou capturar os invasores.
Foi ainda transmitido às crianças que uma espécie pode desaparecer com facilidade. Por isso, vamos todos devem contribuir para proteger a biodiversidade dos nossos rios.
Os alunos da Escola Básica do Castelo e da Escola Básica Professor Salvado Sampaio e as crianças da Educação pré-escolar da sala azul da Escola Básica Jardim Infância Engenheiro Ressano Garcia participaram na atividade "Encontro com o cientista" com a neurocientista Diana Prata do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa. A investigadora questionou as crianças sobre o que distingue o cérebro humano dos outros animais. O seu tamanho e as rugas que apresenta. Quanto mais rugas mais neurónios tem e mais inteligente é.
Os neurónios interpretam os sinais dos 5 sentidos. Os neurónios são as células do cérebro responsáveis por todas ações e pensamentos do ser humano.
No nosso cérebro temos uma parte igual ao cérebro de um reptil porque nos movemos e sentimos fome tal como eles, mas também temos uma parte igual ao cérebro de um golfinho porque comunicamos.
Falou do que o cérebro produz, a inteligência, os sonhos, a criatividade e a memória.
O cérebro é responsável por todas as ações humanas: motricidade, ler, ouvir, sentir. As emoções não vêm do coração, surgem no cérebro, no hipocampo.
As diferentes áreas do cérebro humano são responsáveis pelas ações do ser humano, o Occipital é responsável pela visão. A zona de Berna pelo discurso, fala e pelo sono.
A investigadora explicou como os cientistas sabem quando alguém mente ou está a fazer uma operação matemática mais complexa, através da dilatação da pupila que aumenta nesses casos, mas também pela análise da zona do cérebro que produz mais energia aquando da realização das referidas ações.
Para que o cérebro tenha energia é fundamental alimentarmo-nos. O cérebro gera mais eletricidade por dia do que todos os telemóveis do mundo. Os neurónios são os neurotransmissores (dopamina e serotonina) que ativam outros neurónios.
O cérebro humano tem 100 bilhões de neurónios e perto de 300 triliões de sinapses. Há mais ligações no cérebro que estrelas no universo.
A cientista lançou o desafio aos alunos para se tornarem cientistas.
Mais precisamente neurocientistas e dedicarem-se a criar soluções para pessoas com problemas nalgumas zonas cérebro.
Os alunos visualizaram um vídeo de uma senhora com um problema na parte do cérebro que controla o movimento dos braços que se submeteu a uma operação de implante de um chip na zona afetada e assim conseguiu controlar braços robóticos e comer chocolate.
Os alunos compreenderam que se parte do cérebro for estimulada, praticando malabarismo, por exemplo durante três meses, essa zona pode aumentar de tamanho.
As crianças do Jardim de Infância de Belém e os alunos do 3º A e 5º C da Escola Básica Aida Vieira participaram na atividade "Encontro com o cientista" com a matemática Maria Manuel Torres do Departamento de Matemática e investigadora do Centro de Análise Funcional e Estruturas Lineares da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A cientista recorreu a jogos matemáticos para tornar a sessão mais divertida e dinâmica, deslumbrando os alunos com a “magia” da matemática.
Os alunos resolveram desafios e descobriram que a matemática e a geometria podem parecer magia, não só quando a investigadora contou a lenda da princesa Dido para explicar como podemos passar pelo meio de uma folha A4, mas também verificar o que acontece quando cortamos ao meio fitas desorientadas.
No final desenharam uma estrela, unindo pontos em linha reta que se transformaram em linhas curvas.
Os alunos da Escola Básica Santa Clara e da Escola Básica S. João de Brito participaram na atividade "Encontro com o cientista" com o geólogo Lourenço Hart do Instituto D. Luís da Universidade de Lisboa.
Os alunos puderam ver e mexer nos objetos que o geólogo necessita para realizar o seu trabalho de campo como o martelo, lupa, capacete, lanterna, caderno e lápis, bússola e GPS e verificar a sua utilidade e importância na construção de mapas geológicos e na recolha de amostras de rochas para serem analisadas no laboratório ao microscópio.
Para perceber como o Planeta funciona, o geólogo estuda os vulcões, os minerais, os dinossauros e os fosseis, assim como o ciclo das rochas sedimentares, magmáticas e metamórficas. Este trabalho vai permitir compreender o Planeta e os processos sólidos, líquidos e gasosos que acontecem na Terra.
Abordou também os procedimentos a ter durante um sismo ou um tsunami.
Os alunos puderam satisfazer a sua curiosidade colocando questões e explorando diversas amostras de rochas e minerais.
Os alunos do 3ª ano das Escolas Básicas Luíza Neto Jorge e Professor Agostinho da Silva e as crianças do Jardim de infância Santo Amaro participaram na atividade "Encontro com o cientista" com a bióloga Mariana Ramos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Numa sessão muito dinâmica onde a interação entre investigadora e crianças foi constante, os alunos puderam expressar o que é para eles ser cientista e biólogo. A surpresa foi muita quando a investigadora afirmou que também eles têm características de cientista, pois são curiosos e fazem muitas perguntas sobre o que os rodeia.
A biologia é a ciência que estuda a vida e foram vários os exemplos de seres vivos que podem ser estudados por biólogos enumerados pelos alunos. Nos quais se enquadram os líquenes que são o objeto de estudo da cientista.
Os alunos aprenderam que os líquenes são uma associação de pelo menos dois organismos: uma alga que produz energia e um fungo que protege a alga; não têm raízes e podem encontrar-se nas árvores, telhados, cordas, pedras ou metal; conseguem sobreviver em lugares inóspitos como desertos, montanhas, Antártida, rochas perto do mar ou até nas crateras dos vulcões.
Conseguimos saber a qualidade do ar pela existência de determinadas espécies de líquenes, pois em ambientes muito poluídos alguns líquenes não sobrevivem. Quanto melhor for a qualidade do ar mais espécies de líquenes existem. Mediante a cor e a forma os líquenes podem ser classificados como Crustosos, Fruticolosos e Folhosos. Com base nesta classificação, os alunos puderam, de lupa na mão, observar líquenes em pedras e paus trazidos pela investigadora.
As crianças do Jardim de Infância Alice Vieira e os alunos da Escola Básica Jorge Barradas e da
Escola Básica Pedro de Santarém participaram na atividade "Encontro com o cientista" com
a neurocientista Ana Sebastião do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa.A cientista falou da importância do cérebro, pois é ele que permite estudar, pensar, descobrir coisas novas, sentir emoções e controlar cada piscar, respiração, coração, … Abordou também as áreas que o compõem como: o equilíbrio, a visão, a audição, a lógica, o raciocínio e o processamento de informação sensorial. Estas áreas não se desenvolvem todas ao mesmo tempo, por isso as crianças só estão preparadas para aprender a ler aos 6 anos e a tomada de decisões só se desenvolve muito mais tarde.
Os alunos aprenderam que todos os animais têm cérebro, inclusive os mais simples como a lula ou a minhoca e que o cérebro humano pode pesar até 1,300 kg. É formado por células que se chamam neurónios. O segredo do funcionamento do cérebro está na comunicação entre estas moléculas e é feito através das sinapses (espaços entre 2 neurónios).
Há vários tipos de mensageiros – neurotransmissores: uns fazem os neurónios trabalhar mais ou menos, outros fazem-nos mais ou menos felizes. Ter o equilíbrio certo dos mensageiros é importante porque a falta desta estabilidade pode afetar o sono, o humor, a aprendizagem, a memória e até pode levar a doenças mentais.
As experiências de vida são muito importantes pelas conexões que criam, fazendo com que o cérebro fique diferente.
No final os alunos tiveram oportunidade de ver um cérebro de um ratinho de laboratório e de um carneiro.