As crianças do jardim de infância da Maria da Luz Deus Ramos e os alunos do 4º ano das escolas
básicas/jardins de infância Engenheiro Ressano Garcia e nº 72 participaram na atividade
"Encontro com o cientista" com a bióloga e entomóloga Andreia Penado da equipa educativa
Ciência Viva.
Esta sessão foi dedicada aos insetos.
Logo no início, as crianças foram desafiadas a desenhar um inseto. Foi explicado às crianças que os insetos são animais muito especiais e são importantes aliados na natureza. Foi explicado às crianças que existem cerca de 1 milhão de espécies conhecidas, mas que poderão existir até 5 milhões.
As crianças aprenderam que o corpo de um inseto é dividido em cabeça, tórax e abdómen. Têm sempre 6 patas (3 pares) que saem do tórax, 1 par de antenas e 3 olhos simples.
Por exemplo as crianças ficaram a saber que, por exemplo, no caso das formigas, a rainha tem asas, mas as obreiras (as que trabalham) não as têm.
Depois, a cientista lançou uma pergunta surpreendente:
“E se, de repente, os insetos desaparecessem?”
Foi explicado que apesar de à primeira vista parecer bom, pois alguns picam e incomodam, contudo rapidamente as crianças perceberam que sem insetos, o mundo como o conhecemos não existiria.Foi dito às crianças que sem insetos não haveria mel, nem frutas ou legumes, porque as plantas não se reproduziriam sem polinização.Não haveria decomposição natural, o que afetaria o solo e o ambiente. E sem mosquitos, não há cacau — logo, não haveria chocolate.
As crianças perceberam também que os insetos estão a desaparecer devido à ação do ser humano e que é necessário protegê-los e respeitá-los, mesmo os que achamos menos simpáticos, como as baratas. Todos têm um papel fundamental.
Outra reflexão importante colocada na sessão foi a seguinte:
“E se um dia não houver carne nem peixe para alimentar todas as pessoas?”
Foi explicado que nesse caso, os insetos podem vir a fazer parte da nossa alimentação. Embora a ideia nos tenha parecido estranha, a comparação com os caracóis, que muitas pessoas já comem, ajudou-nos a ver a questão de outra forma.
A cientista deixou um pedido importante às crianças: quando encontrarem um inseto, podem tirar-lhe uma fotografia e enviá-la para projetos de “ciência cidadã”. Assim, ajudamos os cientistas a estudar e a proteger estas espécies tão importantes.No final, as crianças tiveram oportunidade de ver insetos verdadeiros em expositores.
Escola Ciência Viva
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As crianças do jardim de infância da Escola Básica/ Jardim de Infância São João de Brito e os alunos do 4º ano das Escolas Básicas "O Leão de Arroios" e "Actor Vale" participaram na atividade "Encontro com o cientista" com o cientista Bruno Soares Gonçalves do Instituto de Plasma e Fusão Nuclear e
investigador no Instituto Superior Técnico.
O cientista Bruno Gonçalves contou que quando era criança, tinha o sonho de ser astronauta, mas como tinha medo de voar, tornou-se físico de plasma.
Explicou às crianças que um cientista pode fazer muitas coisas: falar para muitas pessoas, aparecer na televisão, escrever livros e construir máquinas esquisitas. Disse ainda que trabalha numa forma de fazer eletricidade amiga do ambiente, ou seja, em formas sustentáveis de energia elétrica, devido ao facto de infelizmente ainda existirem mil milhões de pessoas do planeta que não têm acesso à eletricidade (somos 8 000 000 000 no planeta). O cientista questionou as crianças se conseguíamos viver sem eletricidade? Explicou às crianças que é possível viver sem eletricidade mas a vida tornar-se-ia muito mais difícil. O cientista questionou as crianças sobre o que é a eletricidade, explicando que são eletrões em movimento nos fios ou cabos e de seguida questionou as crianças como é que esta é produzida. Referiu que o vento, a água, o sol, o gás, o carvão,o vapor de água, produzem-na e as baterias (pequenas ou grandes) armazenam-na. Dando como exemplo, as barragens que armazenam água para a sua produção. A produção de energia eólica faz-se através de aerogeradores.
O cientista trabalha com a Fusão Nuclear, ou seja, com plasma (4.º estado da matéria), que é um fenómeno que acontece a cem milhões de graus centígrados. Explicou que a fusão é a energia das estrelas. As crianças observaram a máquina de fusão nuclear e perceberam que para se fazer ciência é necessário trabalhar em equipa.