Os alunos do 4.º 1.ª e 4.º 2.ª da Escola Básica de São Vicente/Telheiras e as crianças do Jardim de Infância de Santa Clara participaram na atividade "Encontro com o cientista" com as investigadoras Inês Afonso e Clara Cabral do MARE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Na sala da ECV Pré-escolar, as investigadoras leram a história a “Alguita Poderosa” de Luísa Chaves que serviu como introdução ao trabalho que ambas realizam nos estuários, recolhendo organismos aquáticos para serem estudados.
Já com os alunos do 1.º Ciclo, as cientistas começaram por questionar os alunos acerca dos animais que habitam estas zonas. Desde peixes, ameijoas e caranguejos, muitos foram os exemplos apontados.
As cientistas dedicam-se ao estudo dos invertebrados, animais que não têm esqueleto, sobretudo ao estudo de espécies exóticas. Todos juntos encontraram a definição de exótico - animais que naturalmente não são de determinada zona e que vêm e ficam a viver. Estas espécies vêm agarradas aos barcos ou trazidas pela mão do ser humana, com diversas finalidades: concursos de pesca, alimentação, fins comerciais,…
Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer algumas espécies exóticas, como o caranguejo peludo chinês, oriundo da China e que com as suas pinças corta as redes dos pescadores para comer o peixe. Foram vários os boiões a circular com espécies exóticas invasoras que causam desequilíbrios onde se encontram. Os alunos observaram lagostins vermelhos que levaram à extinção dos lagostins nativos, contudo também contribuíram positivamente pois tornaram-se alimento de cegonhas e lontras.
Observaram ao microscópio ameijoas vietnamitas e Ameijoa Boa e conferiram as suas diferenças. Observaram uma Alga que chega até nós agarrada aos cascos dos barcos e que é utilizada para fazer temakis (Sushi).
Todas as espécies exóticas invasoras têm consequências para as populações de determinada zona, como disseminação de doenças, extinção de espécies nativas, desequilíbrios ambientais e cadeias alimentares. As cientistas afirmaram que o seu trabalho é encontrar, observar, classificar e registar as espécies invasoras nos estuários dos rios. Os alunos que tenham animais exóticos e que por qualquer motivo não possam continuar a tê-lo, foram aconselhados a entregá-lo num centro de recolha ou no Jardim Zoológico e nunca larga-lo na natureza!
Escola Ciência Viva
5510 Archival description results for Escola Ciência Viva
As crianças da sala verde do Jardim de Infância do Lumiar e os alunos da Escola Básica Santo Amaro e da Escola Básica Viscondessa dos Olivais participaram na atividade "Encontro com o cientista" com o físico José Pedro Mimoso da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
O investigador veio falar sobre a gravidade e das experiências que Galileu Galilei efetuou. Recorrendo a diversos materiais, os alunos tiveram oportunidade de verificar a existência da gravidade que nos puxa para baixo. Explicou que em todos os locais do universo existe gravidade. Para compreendermos melhor a estrutura do Universo realizámos uma experiência sobre a atração gravitacional e as relações entre os corpos celestes.
Depois iniciámos uma viagem, do Pavilhão do Conhecimento viajámos até à Lua, que está a cerca de 300 mil km da Terra, depois até à nossa estrela, o Sol que está a quase 150.000.000 km de nós, depois as distâncias tornam-se tão grandes que medem-se a tempo/luz (quanto tempo a luz de um feixe demora a chegar ao destino pretendido).
Da Terra ao Sol são 8 minutos/luz; do Sol à estrela mais perto de nós - Proxima Centauri - são 4 anos/luz.
Os alunos foram convidados a desenhar pontos num balão que encheram posteriormente para verificar o aumento de distância entre os pontos, ilustrando assim que o Universo está em expansão, tal como Einstein afirmou há mais de cem anos.
Os alunos fizeram perguntas sobre a vida do cientista e sobre como considera que o mundo estará daqui a 30 anos. O investigador afirmou que a difusão da tecnologia, da inteligência artificial, muitas profissões que existem atualmente desaparecerão e que devem estudar para serem sempre melhores!
Os alunos da Escola Básica Infante D. Henrique, os alunos da Escola Básica "O Leão de Arroios"
e os alunos da Escola Básica Moinhos do Restelo participaram na atividade "Encontro com o
cientista" com o físico Bruno Gonçalves do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.
Começou por questionar os alunos sobre o que faz um cientista, enumerando as tarefas que os cientistas realizam.
Para introduzir o tema da eletricidade estabeleceu um diálogo com os alunos inquirindo-os sobre o que é a eletricidade, qual a sua utilidade e formas de gerar eletricidade, como a eólica, solar, fóssil, hidroelétrica e nuclear.
E como será possível obter energia nuclear? Através de plasma. 99% da energia do universo é plasma, consegui-lo é como aprisionar uma estrela na Terra. Construir uma máquina de produção de plasma é como montar blocos de lego, começamos com uma caixa em forma de Donut, depois criamos campos magnéticos com imanes que aprisionam o plasma, depois muitas camadas de ferro e mais imanes. O ITER é a máquina que aprisiona a energia das estrelas (plasma) na Terra, (reator internacional termo nuclear), uma estrutura de 2600 toneladas baseado na tecnologia do Tokamak.
Esta máquina funde a 150 milhões de graus, bem mais que a temperatura do sol que é 5499 graus centigrados. O projeto ITER é uma experiência destinada a atingir a próxima fase na evolução da energia nuclear, como meio de produzir eletricidade isenta de emissões.
Esta forma de energia é bem mais limpa que a energia fóssil, se pensarmos que produzir energia para a cidade de Lisboa seriam necessários 4 000 000 litros de carvão e 250 000 de petróleo, e apenas 60 kg de energia de fusão nuclear!
Os alunos da Escola Básica Sampaio Garrido, os alunos da Escola Básica Maria da Luz de Deus Ramos e as crianças da Escola Básica Jardim de Infância do Lumiar participaram na atividade "Encontro com o cientista" com o geólogo Pedro Ferreira do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).
O cientista veio falar da Antártida e da sua experiência nesse continente.
Apresentou-se como geólogo que estuda as rochas para construir mapas geológicos. Para fazer esse estudo necessita de três objetos: um GPS, uma bússola e um martelo, necessário para partir as rochas e analisar o seu interior.
Com o intuito de estudar as rochas foi para a Antártida - continente que fica no Polo Sul e que é 152 vezes maior que o nosso país. Este continente não pertence a nenhum país, segundo a convenção da Antártida de 1959 e reafirmada em 1991 por mais 41 anos.
Este continente tem condições climáticas extremas, durante 6 meses é sempre dia, nos outros 6 meses é sempre noite. Na Antártida está muito frio, a quantidade de gelo no interior pode atingir a extensão de 4,5 km de largura e no litoral 2,5 km, tem um clima seco e muito ventoso, em média com ventos de 100 km/h e nalgumas regiões do interior atingem os 330 km/h. A temperatura no interior ronda os -57º o e no litoral entre -26º a -3º.
O Cientista afirmou que 70% da água doce do planeta encontra-se na Antártida em forma de gelo, se o aumento da temperatura do planeta continuar o nível da água do mar poderá subir 60 metros.
Este continente existem 70 bases de vários países, e zonas em que apenas alguns cientistas podem aceder, de acordo com o tema da sua investigação.
Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer algumas dessas bases e as suas peculiaridades, como por exemplo: na base Chinesa cultivam-se vegetais como alface, tomate e pepino no sistema de hidroponia e na Chilena existe um hospital e uma igreja. Existem regras apertadas para fazer ciência em segurança: os cientistas não podem fazer o trabalho na natureza sozinhos, todos têm formação em primeiros socorros, as comunicações fazem-se com recurso a walkie talkies, e a roupa que vestem é sempre em camadas e quando saem de barco vestem um fato especial que permite a sobrevivência na água durante 30 minutos até serem resgatados. Em caso de tempestade é proibido sair da base.
A Flora da Antártida é composta por líquens e musgos e a fauna é diversa: pinguins, focas, leões marinhos, skuas, andorinha do Ártico.
O aumento do turismo na região constitui uma ameaça à preservação dos ecossistemas da Antártica, sendo de extrema importância minimizar a presença humana.
Os alunos assistiram um vídeo de orcas a caçar uma foca de uma forma nunca antes vista, com estratégia e planeamento.