Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva

Zona de identificação

tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva

Forma(s) paralela(s) de nome

  • Pavilhão do Conhecimento

Forma normalizada do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) do nome

identificadores para entidades coletivas

área de descrição

datas de existência

1999

história

O Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva é um espaço de divulgação científica e tecnológica e situa-se no edifício que, durante os 132 dias da EXPO´98, foi um dos mais emblemáticos pavilhões temáticos - o Pavilhão do Conhecimento dos Mares. Durante da Exposição Internacional de Lisboa os visitantes puderam fazer uma viagem de exploração pelos mares na sua perspectiva história, técnica e humana tendo estado exposto na nave central um barco dos estaleiros de São Jacinto.
O Pavilhão do Conhecimento dos Mares, com projecto arquitectónico do atelier J.L. Carrilho da Graça e com concepção expositiva do atelier ARX Portugal, foi, com os seus 2.543.914 visitantes, um dos mais visitados da EXPO´98.
A 24 de Março de 1999, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros nº 68/98, de 9 de Junho, publicada no Despacho n.º6060/99, Diário da República, II Série, n.º 70 de 24 de Março de 1999, foi decidida a afectação do Pavilhão do Conhecimento à instalação de um espaço de divulgação de ciência e tecnologia. A 25 de Julho desse ano reabre as portas ao público como Pavilhão do Conhecimento. A 27 de Maio de 2002, a alteração parcial dos estatutos da Ciência Viva, publicada no Diário da República, III Série, nº158, de 11 de Julho de 2002 confere-lhe nova morada, passando a sua sede para o Pavilhão do Conhecimento.

Locais

Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, Alameda dos Oceanos, Lote 2.10.01, 1990-223 Lisboa

status legal

O Pavilhão do Conhecimento não dispõe de personalidade jurídica, integrando a Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

funções, ocupações e atividades

O Pavilhão do Conhecimento é um núcleo de interesse, um pólo de atracção e um parceiro qualificado na promoção da Educação Científica e Tecnológica na sociedade portuguesa. O Pavilhão do Conhecimento é parte integrante da Rede Nacional de Centros Ciência Viva que conta com 20 centros de ciência distribuídos por todo o território nacional.
É neste edifício que estão sediados os serviços e departamentos da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e instalado o Centro/Museu interactivo de Ciência. Cabe à Ciência Viva coordenar as iniciativas de criação de centros desta rede e sua subsequente manutenção, tendo em conta a necessária articulação entre as universidades e as autarquias promotoras destes centros, que divulgam a cultura científica e tecnológica e concorrem para o desenvolvimento regional, nas suas vertentes científica, cultural e económica. No Pavilhão encontramos núcleos expositivos permanentes, exposições temporárias (anuais) organizadas em parceria com museus/centros de ciência europeus, laboratórios e espaços para realização de ateliers e atividades diversas, mas não só. O Pavilhão dispõe também de um auditório e espaço para eventos, frequentemente utilizados para iniciativas (colóquios, conferências, etc.) da instituição e disponíveis para aluguer a entidades externas.

Mandatos/Fontes de autoridade

Resolução do Conselho de Ministros nº 68/98, de 9 de Junho que decidiu a afectação do Pavilhão do Conhecimento à instalação de um espaço de divulgação de ciência e tecnologia, através Despacho n.º 6060/99, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º7.
Alteração parcial dos estatutos da Ciência Viva, a 27 de Maio de 2002, passando a sua sede para o Pavilhão do Conhecimento, conforme publicação em Diário da República, III Série, nº158, de 11 de Julho de 2002.0, de 24 de Março de 1999.

Estruturas internas/genealogia

O Pavilhão do Conhecimento integra a Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, contando por isso com as mesma unidades orgâncias, a saber: a Direcção, que conta com um presidente, um director executivo e um vogal; a Assistente de direcção; o Secretariado; a Assessoria; a Rede de centros Ciência Viva; a Escola Ciência Viva; o departamento de Marketing, Comunicação e Design que inclui a Unidade de Design e Imagem E Unidade de Comunicação e Relações Públicas; o departamento Educativo e Programação que inclui unidade de Cultura Científica Outreach e Programação, Unidade de Serviço Educativo e Unidade de Monitores; o Departamento Expositivo que inclui a Unidade Expositiva; o Departamento Técnico que inclui a Unidade Técnica de Manutenção e a Unidades de Eventos e Logística; o Departamento de Sistemas de Informação; o Departamento Financeiro e Recursos Humanos que inclui a Unidade Contabilidade, a Unidade Financeira, a Unidade de Recursos Humanos e a Bilheteira.

contexto geral

O aparecimento do Pavilhão do Conhecimento como Centro/Museu de ciência inscreve-se na política de difusão da cultura científica e tecnológica, cujas principais linhas de acção estão inscritas na missão da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.
A Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica surgiu numa época durante a qual se envidaram esforços para a consolidação da cultura científica na sociedade portuguesa. Todavia, temos de recuar às décadas de 60 e 70 do século XX, para entender a génese da preocupação com a difusão da cultura científica nas sociedades norte-americana e europeia.
A conjuntura do pós II Guerra Mundial, marcada pelo desenvolvimento económico, científico e tecnológico e seu consequente impacto político e militar, levou à necessidade de formar cidadãos elucidados em relação ao papel da ciência e avanços científicos e tecnológicas, como motores do desenvolvimentos das sociedades. Surgiu a necessidade de, por um lado, criar nas camadas mais jovens uma apetência para a aprendizagem das temáticas científicas e do ensino experimental que fomentasse a prossecução de carreiras científicas. Por outro lado, o incremento da cultura científica na sociedade em geral, servia propósitos de qualificação da mão-de-obra, de atitudes positivas em relação à ciência, de compreensão e aceitação do financiamento público de projectos na área científica e tecnológica e no reconhecimento inequívoco da relação entre o desenvolvimento científico e tecnológico e o sócio-económico. Para além desta ordem de atribuições, a compreensão pública da ciência é também vista politicamente como instrumento para o exercício da cidadania e, ao nível cultural, como um meio de eliminação de correntes de pensamento não racionais potenciadoras de retrocessos civilizacionais. A comunicação social, os museus e centros de ciência e a escola foram os veículos para esta transformação social.
No caso português, a visibilidade das temáticas científicas nos meios de comunicação social e proximidade entre os cientistas e a sociedade civil deveu-se sobretudo ao
acesso a fundos estruturais para o desenvolvimento da ciência, possibilitados pela adesão portuguesa à Comunidade Económica Europeia e à presidência da criação da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT) por José Mariano Gago. Veja-se, a este propósito, o papel de José Mariano Gago, conforme relatado no capítulo 1 da História da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica (no prelo):
“José Mariano Gago é uma figura incontornável nesta história, sendo considerado o “pai” do Programa Ciência Viva. Físico do CERN, colega de Charpak e Lederman, Mariano Gago participou no debate europeu sobre a necessidade de aumento da cultura científica e tecnológica. Em termos europeus, Mariano Gago desempenhou um papel fundamental no processo de adopção do projecto European Research Area, proposto por Philippe Busquin durante a presidência portuguesa da União Europeia, em 2000, sendo, igualmente, fulcral a sua actuação enquanto presidente da Initiative for Science in Europe, no sentido da criação do European Research Council. Além disso, Mariano Gago integrou, também, um grupo de trabalho, constituído no final dos anos 80, para reflexão sobre a cultura científica e o ensino experimental das ciências a nível europeu, no qual participaram alguns dos principais pensadores de ciência internacionais. Este grupo de trabalho adoptou a educação científica como a principal área de intervenção no processo de fomento da cultura científica, através do ensino experimental das ciências.(…)
Enumeram-se como principais acções para o desenvolvimento da consciência da importância da ciência e da cultura científica em Portugal, as seguintes concretizações: em 1986, Mariano Gago, então presidente da JNICT, cria o Programa Mobilizador da Ciência e da Tecnologia, cujo objectivo era a realização de projectos dinamizadores da ciência e tecnologia a nível nacional, na sequência do trabalho desenvolvido pela Associação de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento; em 1987 lançou-se o Projecto de Sensibilização da Juventude para a Ciência e Tecnologia, programa que criaria a Semana de Ciência e Tecnologia em todas as capitais de distrito, com um conjunto de iniciativas que estimulavam contacto o entre os cientistas e o público; em 1988 promulgou-se a Lei n.º 91/88 – Lei sobre Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico; 1993 surge, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Ciência e da Tecnologia do Ministério do Planeamento e da Administração do Território, o programa Viva a Ciência seguido, em 1995 da criação do Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT), pelo Decreto-lei n.º 296-A/95, de 17 de Novembro. Diário da República, n.º 266, I-A Série, 1.º Suplemento, 17 de Novembro de 1995. Foi pela acção do MCT que se lançaram o Ciência Viva e o UARTE – programa de acesso à internet nas escolas básicas e secundárias, públicas e privadas, do 5º ao 12º anos, os mais emblemáticos e decisivos programas para o ensino experimental das ciências e a difusão da cultura científica.

Área de relacionamento

Zona do controlo

Identificador do registo de autoridade

PT/CV/PC

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

ISAAR (CPF)
ISO 8601

Estatuto

Preliminar

Nível de detalhe

Parcial

Datas de criação, revisão ou eliminação

Criação a 17-02-2016

Línguas e escritas

  • português

Script(s)

Fontes

Internet:
http://www.pavconhecimento.pt/conheca-nos/historia/, consultado em 17 Fevereiro de 2016
Legislação:
Resolução do Conselho de Ministros nº 68/98, de 9 de Junho que decidiu a afectação do Pavilhão do Conhecimento à instalação de um espaço de divulgação de ciência e tecnologia, através Despacho n.º 6060/99, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º7.
Alteração parcial dos estatutos da Ciência Viva, a 27 de Maio de 2002, passando a sua sede para o Pavilhão do Conhecimento, conforme publicação em Diário da República, III Série, nº158, de 11 de Julho de 2002.0, de 24 de Março de 1999.
Fontes bibliográficas:
ROLLO, Fernanda, AZEVEDO, Ana Carina, SALGUEIRO, Ângela, História da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, (no prelo).

Notas de manutenção

Registo de autoridade realizado por: Catarina Lopes Paiva Martins